5 - Como ensiná-lo a levantar para fazer xixi à noite?
Antes de mais nada, é sempre bacana fazer a criança ir dormir com a bexiga já vazia. Além disso, antes de deitar, é uma boa ideia conversar e explicar que se ela sentir vontade, mesmo durante a noite, tem que levantar e ir ao banheiro. O controle do xixi é uma coisa que vai se formando.
Geralmente, a hora de fazer xixi acontece por volta de quatro horas depois da ingestão de algum líquido, e isso torna mais fácil saber a hora que a criança fará xixi durante a noite. Uma ideia é os pais se levantarem nesse período para levar o pequeno ao banheiro. No entanto, é importante que a criança se acostume a ir sozinha ao banheiro. Uma boa forma de treinar isso é fazer uma brincadeira, durante o fim de semana, na qual se coloca o despertador para tal hora – geralmente aquelas quatro horas após a ingestão de líquidos ou na hora que se reparar mais frequência do fazer xixi – e deixar a criança acordar sozinha e ir ao banheiro. Isso funciona como um desafio para ela. Os pais, no entanto, têm de acordar e acompanhar de longe, se possível.
6 - Como agir quando a criança faz xixi ou cocô nas calças?
Nada de nervosismo ou bronca! Ela está aprendendo e escapar de vez em quando faz parte. No entanto, é interessante fazer com que ela participe do processo da limpeza e que esse não seja imediato. Isso a ajudará a perceber o quão incômodo é ficar suja. Uma sugestão é pegar a calcinha ou a cueca e, juntamente com a criança, ir ao banheiro para ali limpar tudo. No caso do cocô, se possível, é interessante jogá-lo na privada e dar descarga como parte final do processo.
Além disso, quando as crianças estão brincando, por preguiça ou por vontade de não parar o que se está fazendo, elas deixam de ir ao banheiro quando têm vontade, o que pode levar ao escape. Os pais podem ficar ao redor para lembrar e levá-los ao banheiro.
7 - Como agir quando a criança faz xixi na cama?
O procedimento é o mesmo de quando a criança faz xixi nas calças. Participar do processo faz com que ela vá amadurecendo ao longo do tempo.
8 - Existem crianças que têm mais dificuldade em largar as fraldas. Por que isso acontece?
Cada criança é um ser diferente e especial. Cada uma tem o seu próprio tempo para criar maturidade emocional e estar preparada neurologicamente para o ato.
No que diz respeito às questões físicas, o controle do esfíncter varia individualmente. Problemas no intestino, como ter ele preso, podem atrapalhar pela dificuldade natural que isso causa.
Quanto ao emocional, vários pontos podem afetar, como o fato de ter que fazer xixi e cocô toda vez no mesmo lugar – no banheiro –, falta de sintonia nesse aspecto entre os pais e a criança ou até a neura dos pais por limpeza: sempre que a criança vai ao banheiro ou acontece um escape, a reação é de extrema necessidade de limpá-la imediatamente. Isso pode causar um bloqueio.
9 - Como fazer o desfralde de uma criança maior?
Numa criança maior, o processo do desfralde continua sendo praticamente o mesmo, com adaptações de linguagem e tratamento, já que ela não é mais um bebê. Uma sugestão é, inclusive, fazer uma avaliação do sistema urinário para afastar possíveis patologias.
Uma ginástica recomendada para o fortalecimento do esfíncter urinário pode ajudar no controle do xixi. Trata-se de dar dois ou três copos de água para a criança e, quando ela ficar com vontade de ir ao banheiro, pedir para que ela faça xixi aos poucos, com intervalos de dez segundos. O movimento de “abre e fecha” do músculo ajuda no fortalecimento e no consequente controle.
10 - A criança passa a ter medo/receio de fazer cocô no penico. Por que isso acontece e o que fazer?
Não se trata de medo ou receio do penico, e sim de estranheza. A criança está acostumada a ver seus pais usarem a privada e o penico pode causar algum desconforto por ser de uso exclusivo dela. Alguns penicos que cantam músicas ou fazem barulhos nem sempre são bem-vindos e podem acabar se tornando assustadores ou até serem vistos mais como uma brincadeira do que como parte do processo.
Vale lembrar que, mesmo quando ocorre alguma estranheza quanto a isso, é importante que, mesmo com as fraldas, a criança vá ao banheiro ao sentir vontade de fazer xixi ou cocô. Dessa forma, ela vai se acostumando com o ambiente, até que suas angústias quanto ao penico (ou a privada) sumam.
11 - Como detectar um problema no controle do xixi ou do cocô?
Uma criança que está bem emocionalmente e, mesmo assim, com 3 ou 4 anos – ou até mesmo 5 –, ainda não respondeu aos estímulos do processo de desfralde, pode apresentar algum problema e deve ser procurado o auxílio médico. No entanto, é sempre bom lembrar que, no processo de largar as fraldas, cada criança reage individualmente.
Alguns problemas podem acabar se originando devido à neura dos pais. Perguntas como “Vamos fazer cocô?”, “Você quer fazer cocô?”, “Ai, acho que a gente tem que ir fazer cocô…” em excesso podem acabar despertando na criança algum tipo de desespero que provavelmente será convertido em bloqueio. Nesse mesmo sentido, desapreciar o cocô da criança, alegando o mau cheiro, mesmo que ironicamente, pode levar aos mesmos resultados. Crianças não entendem o sarcasmo. Com base nisso, ela só quer fazer cocô escondido, na fralda, e fica segurando até não aguentar mais, o que pode ressecar as fezes e causar a constipação, entre outras coisas.
12 - Crianças que têm intestino preso podem ter mais dificuldade no desfralde?
Ter o intestino preso pode, eventualmente, acabar dificultando o desfralde pelo fato de que, com as fezes ressecadas, a evacuação se torna mais dolorosa e, em consequência disso, a criança evita ao máximo fazer cocô pelo medo da dor, o que acaba a levando a um ciclo vicioso. É importante, portanto, procurar regular o hábito intestinal dela, o que inclui também mudanças alimentares.
13 - O que é a fase anal? Ela tem a ver com o desfralde ou não?
A fase anal acontece quando a criança começa a controlar o esfíncter. E esse controle se transforma em uma nova fonte de prazer. A criança aprende, por exemplo, que isso lhe traz a atenção dos pais e, mais do que isso, a relação de poder ter tal controle constitui primeiramente o domínio do seu próprio corpo e, em consequência, do mundo.
Parte da confusão que pode acompanhar essa fase é a aparente contradição entre o elogio recebido pelo controle e a ideia de que ir ao banheiro é sujo e que suas fezes e sua urina não são apreciadas. Como o cocô e o xixi são uma produção da própria criança, ela pode interpretar como uma rejeição essa ideia.
14 - Uma criança mais velha (4 ou 5 anos) ainda faz o uso de fralda. Isso pode ter algum impacto no seu comportamento ou desenvolvimento psicológico?
Sim. Como o controle do xixi e do cocô é fortemente influenciado por questões sociais, a criança pode acabar tendo alguns prejuízos nessa área, como a infantilização e a baixa autoestima. Nessa idade, o menino e a menina já percebem que algo diferente acontece com eles em relação ao que afeta seus amigos.
15 - A escola pode ajudar nesse processo de desfralde?
A escola sempre pode ajudar bastante no processo. Como lá todas as crianças estão passando pelo mesmo momento, aproximadamente ao mesmo tempo, o ato de ir ao banheiro se torna mais divertido e mais normal. Geralmente, há muita exigência por parte dos pais, o que acaba não acontecendo na escola.
16 - O que é mais recomendável: o penico ou o redutor de assento?
Ambos são recomendados. Aquele no qual a criança se sentir mais confortável deve ser o escolhido.
O redutor de assento faz com que a criança já se acostume que o lugar certo de fazer xixi ou cocô é no banheiro e não em qualquer lugar da casa, como ocorre com o penico. No entanto, o penico faz com que a criança se encaixe melhor, estando numa posição mais confortável para a evacuação, diferente do redutor, onde ela fica “pendurada”. Além disso, a descarga pode assustar.
17 - É normal uma criança retroceder no processo de desfralde e, de repente, voltar a fazer xixi nas calças? Como agir?
Geralmente, os retrocessos estão ligados a distúrbios emocionais ou à alta ansiedade. Por exemplo, é normal que crianças que acabaram de ganhar um irmãozinho novo voltem a fazer xixi na cama para se sentirem bebê novamente e terem a atenção dos pais. Separação, períodos em que a escola está cheia de atividades e quando se começa a dormir na casa de amigos podem ser marcos que desencadeiam o regresso.
Tirar a fralda muito precocemente pode acabar sendo a razão para esse regresso também. A criança não estava preparada neurologicamente e, depois, começa a apresentar esses sinais.
18 - Algumas crianças podem demorar muito tempo para se adaptar à vida sem as fraldas?
O processo de desfralde dura, em média, de dois a três meses. Os escapes são naturais, mas tendem a ir diminuindo conforme o amadurecimento. Demorar muito mais tempo do que isso pode significar o desinteresse da criança ou outro distúrbio emocional.
19 - O acompanhamento dos pais nesse processo de desfralde é importante? Por quê?
Sim. Isso traz segurança e tranquilidade aos pequenos. Por esse mesmo motivo, a paciência é um ingrediente mágico nessa fase. A neura, a angústia ou a aflição por parte dos mesmos podem vir a ser prejudiciais para a criança.
É bacana também trazer a criança para perto de si e elogiar o xixi e o cocô, limpar juntos a calcinha ou a cueca em caso de escape, dar tchau para o cocô etc.
20 - Tirar a fralda cedo pode ser prejudicial à criança?
Sim. O despreparo e a imaturidade podem gerar ansiedades, que voltam a se manifestar futuramente em escapes constantes quando mais velha, por exemplo.
Fonte: http://bebe.abril.com.br/materia/dossie-desfralde?%3Ftooltip13anos=
Achei ótimas as dicas gente...
Dar para entender e começar a fazer...com calma rss
E vocês que acharam ? alguma dica?
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